Rota Bioceânica: Tudo o que você precisa saber sobre o corredor que liga o Brasil ao Pacífico

Rota Bioceânica: Tudo o que você precisa saber sobre o corredor que liga o Brasil ao Pacífico

Por: Platinao - 22 de Janeiro de 2026

A Rota Bioceânica é um corredor rodoviário estratégico planejado para conectar o Oceano Atlântico ao Oceano Pacífico, ligando o Porto de Santos, no Brasil, aos terminais de Antofagasta e Iquique, no Norte do Chile.

De acordo com o Ministério do Planejamento e Orçamento e o IPEA, o projeto foi concebido para integrar a economia de quatro países: Brasil, Paraguai, Argentina e Chile, oferecendo uma alternativa logística mais rápida e competitiva ao Canal do Panamá para o escoamento da produção rumo à Ásia.

Avanços na infraestrutura e a Nova Ponte Internacional

A espinha dorsal deste projeto é a Ponte Internacional que une Porto Murtinho (MS) a Carmelo Peralta (Paraguai). Com mais de 84% de execução, a estrutura é financiada pela Itaipu Binacional com um investimento superior a R$575 milhões. No lado brasileiro, o Governo Federal e o DNIT asseguram obras complementares essenciais para o funcionamento do corredor:

  • Alça de acesso e contorno: Investimento de R$472 milhões na BR-267 e em um contorno rodoviário de 13 km para evitar o tráfego pesado dentro da área urbana.
  • Centro aduaneiro: Estrutura de ponta para o controle integrado de fronteira, projetada para absorver o fluxo inicial estimado em 250 caminhões por dia, de acordo com a Receita Federal.

O novo hub portuário e hidroviário

Além da via terrestre, a integração com o modal hidroviário ganhou um reforço histórico com o anúncio de um novo porto multifuncional em Porto Murtinho pelo PTP Group.

  • Investimento de R$180 milhões: O terminal terá capacidade para operar fertilizantes, grãos e containers.
  • Logística Integrada: A operação visa reduzir o custo do frete para o produtor rural, transformando o Rio Paraguai em uma via de entrada de insumos e saída de commodities conectada diretamente à Rota Bioceânica.

Potencial do agronegócio na rota

De acordo com a Semadesc e a Famasul, a Rota Bioceânica servirá como o principal canal de exportação para as commodities e produtos industrializados do Centro-Oeste brasileiro com destino à Argentina, Chile e, principalmente, ao mercado asiático (China).

  • Produtos para o Chile e Argentina: A carne bovina fresca e congelada lidera as exportações (representando mais de 80% da pauta atual com o Chile), seguida por carne de aves, farelo de soja, alimentos para animais e milho.
  • Novas oportunidades: Conforme a Famasul, a rota abre caminho para a exportação de produtos de alto valor agregado, como celulose, amendoim processado, frutas (citricultura) e pescados.
  • Importações estratégicas: No fluxo de retorno, espera-se a entrada de fertilizantes e insumos agrícolas a preços mais competitivos para os produtores brasileiros, além de vinhos, azeites e pescados provenientes do Chile e Argentina.

Municípios de Mato Grosso do Sul em destaque

As cidades do estado já se movimentam para atrair novos negócios e infraestrutura:

  • Porto Murtinho: Prepara-se para um boom demográfico e investe fortemente no receptivo turístico. Um dos destaques é a obra da Orla do Rio Paraguai, um projeto de R$5 milhões com 600m², que contará com pista de caminhada, bar e área de contemplação para acolher os visitantes da Rota Bioceânica. Além disso, a cidade amplia serviços de saúde e educação para suportar o crescimento populacional.
  • Campo Grande: Posiciona-se como hub tecnológico com sinalização trilíngue e o desenvolvimento de aplicativos de serviços integrados para os quatro países da rota.

Benefícios estratégicos e redução de custos

De acordo com estudos técnicos divulgados pelo Governo de MS e pelo Ministério do Planejamento, a viabilização da Rota Bioceânica traz ganhos imediatos:

  • Economia de tempo: Redução de até 17 dias na viagem rumo aos mercados asiáticos.
  • Redução de custos: Queda estimada em 30% nos gastos logísticos, eliminando a necessidade de contornar o continente pelo extremo sul ou pelo Canal do Panamá.

A importância dos pontos de apoio na estrada

Para sustentar o fluxo de centenas de caminhões que cruzarão o estado diariamente, a presença de pontos de apoio de alta qualidade é indispensável. Em Campo Grande, a rede Platinão destaca-se como uma referência do que o corredor exige em termos de suporte logístico e bem-estar para o motorista:

  • Localização estratégica e acesso: Situado estrategicamente com fácil acesso à rodovia, os postos do Grupo Platinão em Campo Grande contam com acesso exclusivo da rodovia, estacionamento amplo e seguro, essencial para o pernoite e a organização das carretas que seguem em direção à fronteira.
  • Serviços completos para caminhoneiros: nossas unidades contam também com estrutura completa para quem está na estrada, incluindo restaurante para suportar as longas jornadas de viagem, servindo como um porto seguro para o descanso e a recuperação do profissional do volante.
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